terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Fichamento do cap. "Sobre a micro-história", de Giovani Levi, p. 133-161, do livro organizado por P. Burke (1992), A Escrita da História: Novas perspectivas

Pág. 133. O autor inicia informando que “Não é por acaso que o debate sobre à micro-história não tem sido baseado em textos ou em manifestos teóricos”, e atribui a isso o fato de, segundo ele “A micro-história ser essencialmente um a prática historiográfica em que suas referências teóricas são variadas e”, em certo sentido, ecléticas.
Afirma ainda que “Muitos historiadores que aderem à micro-história têm-se envolvido em contínuos intercâmbios com as ciências sociais e estabelecido teorias historiográficas sem, contudo, sentir qualquer necessidade de se referirem a qualquer sistema coerente de conceitos ou princípios próprios”.
Pág.: 134: Aqui o autor define a micro-história como um “trabalho experimental”, não tem um corpo de ortodoxia estabelecida para dele se servir. Mais adiante ele afirma que: A ampla diversidade de material produzido demonstra claramente o quanto é limitada a variedade de elementos comuns. Ainda na pág. 134 ele atribui “algumas características distintas na micro-história que derivam dos anos 70, afirmando que “Não havia nada incomum nisso, pois os anos 70 e 80 foram anos de crise para a crença otimista prevalecente naquela época”, segundo ele “muitas das esperanças, incluindo do domínio da historiografia, estavam se comprovando inadequadas diante das imprevisíveis consequências dos acontecimentos políticos e das realidades sociais, longe de estar em conformidade com os modelos propostos pelos grandes sistemas marxista”. E conclui, “Ainda estamos vivendo as fases dramáticas (...) deste processo e os historiadores têm sido forçados a colocar novas questões sobre suas próprias metodologias e interpretações, pois, Os prognósticos de comportamento social estavam se com provando demonstravelmente errôneos e esta falência dos sistemas e paradigmas existentes requeria não tanto a construção de um a nova teoria social geral, mas um a completa revisão dos instrumentos de pesquisa atuais”.
Pág.: 135: Aqui o autor pontua que “Havia várias reações possíveis para a crise, e a micro-história em si nada mais é que uma gama de possíveis respostas que enfatizam a redefinição de conceitos e uma análise aprofundada dos instrumentos e métodos existentes”. O autor afirma também que surgiram ao mesmo tempo outras soluções consideradas por ele mais drásticas como: “o neo-idealismo ou mesmo para o retorno a uma filosofia repleta de irracionalidade.” O texto afirma que: “Os historiadores que aderiram à micro-história, em geral tinham suas raízes no marxismo (...) e possuíam pouca inclinação para a metafísica e que, apesar do fato dessas características estarem manifestadas (...) acredita que serviram para ancorar firmemente esses historiadores à ideia de que a pesquisa histórica não é um a atividade puramente retórica e estética”.
O trabalho da micro-história sempre se centralizado na busca de um a descrição realista do comportamento humano reconhece sua relativa liberdade, mas não fora, das limitações dos sistemas normativos prescritivos e opressivos. Assim, toda ação social é vista como o resultado de um a constante negociação, manipulação, escolhas e decisões do indiví¬duo, diante de uma realidade normativa que, (...) oferece muitas possibilidades de interpretações e liberdades pessoais. A questão é, portanto, com o definir as margens (...) da liberdade garantida a um indivíduo pelas brechas e contradições dos sistemas normativos que o governam.

Pág., 136: Aqui o autor localiza o papel da micro-história: “Assim, a micro-história possuía uma posição muito específica dentro da chamada nova história. Era mais importante refutar o relativismo, o irracionalismo e a redução do trabalho do historiador a um a atividade puramente retórica que interprete os textos e não os próprios acontecimentos. Mais adiante define: A micro-história como uma prática é essencialmente baseada na redução da escala da observação, em um a análise microscópica e em um estudo intensivo do material documental”.
Pág., 137 e 138: “Para a micro-história, a redução da escala é um procedimento analítico, que pode ser aplicado em qualquer lugar, independentemente das dimensões do objeto analisado”. O autor afirma que “Deseja (...) encarar mais de perto o problema, pois a ideia da escala ser um objeto de estudo é um a fonte de má interpretação para muitas pessoas” e para ilustrar cita o que ele chama de investida contra a história do autor Franco Ventura: “Estudar as crônicas de uma aldeia (...), é algo completamente sem sentido. O dever do historiador é estudar as origens daquelas ideias que moldam nossas vidas, não escrever novelas. É importante situar firmemente no centro de nossos estudos as raízes de nossa vida moderna.”. E conclui citando Geertz: Seria possível replicar isso, parafraseando Geertz: “Os historiadores não estudam as aldeias, eles estudam em aldeias”. Aqui o autor afirma que “a descrição de combinações de escala diferentes, (...) é importante no fenômeno social, ainda que apenas com o um meio de atribuir dimensões internas ao objeto de análise”. Entretanto, afirma ele, é até banal afirmar que as dimensões particulares do objeto de análise não refletem necessariamente a escala distintiva do problema colocado”.
Pág., 139, 140 e 141: O princípio unificador de toda pesquisa micro-histórica é a crença em que a observação microscópica revelará fatores previamente não observados. Alguns exemplos desse procedimento intensivo são:
O estudo das estratégias matrimoniais consanguíneas em um a pequena aldeia na região para revelar o universo mental dos camponeses do século dezessete.
O estudo das transações de terra de um a aldeia para descobrir as regras sociais do intercâmbio comercial que operam em um mercado.
Examinemos o último exemplo (...), a respeito á comercialização da terra é uma crença amplamente considerada que a precocidade e a frequência das transações de terra, ocorridas em muitos países (...), indicam a presença precoce do capitalismo e do individualismo. Dois elementos evitaram uma avaliação mais adequada deste fenômeno. Os historiadores foram induzidos ao erro por sua própria mentalidade mercantil moderna, que os levou a interpretar as quantidades maciças de transações monetárias de terra que encontraram em documentos (...) como evidência da existência de um mercado autorregulador. Curiosamente, ninguém observou ou deu importância ao fato de que os preços envolvidos eram extremamente variáveis, mesmo considerando-se as qualidades diferentes da terra. Apenas reduzindo-se a escala de observação a uma área extremamente localizada foi possível observar que o preço da terra variava segundo o relacionamento de parentesco entre as partes contratuais. Também foi possível mostrar que eram imputados preços variáveis a terras de igual dimensão e qualidade desse modo, tornou-se possível estabelecer que se estivesse observando um mercado complexo, em que os relacionamentos sociais e pessoais desempenhavam um papel determinante no estabelecimento do nível de preço, do prazo de pagamento e das formas pelas quais a terra trocava de mãos.
Esse exemplo parece-me particularmente revelador da maneira como a micro-história procede de modo geral. Os fenômenos previamente considerados como bastante descritos e compreendidos assumem significados completamente novos, quando se altera a escala de observação.
Pág., 141 e 142: O autor aqui afirma que A micro-história tem suas raízes no interior do círculo de pesquisa histórica, mas que existem muitas características que demonstram ligações entre a história à antropologia, “particularmente aquela “descrição densa” que Clifford Geertz encara com o a perspectiva adequada do trabalho antropológico”, mais a frente ele assim classifica o trabalho do etnólogo: Os escritos antropológicos são trabalhos imaginativos em que a habilidade do autor é medida por sua capacidade de nos colocar em contato com as vidas dos forasteiros e de fixar os acontecimentos ou o discurso social de forma a nos permitir examiná-los claramente. O poder do intérprete tornou-se, portanto infinito, imensurável, não suscetível de falsificação, e ainda: Qual é, então, o papel da teoria? Geertz nega que a abordagem interpretativa deva renunciar explicitamente às formulações teóricas. Entretanto, ele imediatamente prossegue dizendo “que os termos em que tais formulações podem ser moldadas são, se não inteiramente inexistentes, muito próximos disso”.

Pág., 143: Na etnografia, a função da teoria é promover um vocabulário, onde o que a ação simbólica tem a dizer sobre si mesmo, ou seja, sobre o papel da cultura na vida humana possa ser expresso. Assim, a teoria é “um repertório de conceitos e sistemas de conceitos muito gerais, elaborados no interior da academia”... Que se agita no corpo de uma etnografia de descrição densa, na esperança de transformar ocorrências simples em cientificamente eloquentes. Por isso, os conceitos são instrumentos frios tomados da bagagem da ciência acadêmica, eles são úteis na interpretação, mas é apenas nessa função que adquirem realidade concreta e especificidade.

Pág., 144: O autor fala sobre o papel da teoria “A teoria só tem um pequeno papel, com o subalterno, para desempenhar, em relação ao papel muito maior do intérprete, e ainda, “a única importância da teoria geral é uma parte da construção de um repertório sempre em expansão do material densamente descrito, tornado inteligível através de sua contextualização, que servirá para ampliar o universo do discurso humano”. Nesta página o autor fala ainda sobre as semelhanças entre antropologia interpretativa e a micro-história, mais destaca duas diferenças importantes, um a derivada do uso tradicionalmente mais intenso da pesquisa intensiva em pequena escala e a outra derivada de um aspecto que definiu com o um a espécie de limitação auto-imposta, Essas duas diferenças dizem respeito a trabalhos ha prática da racionalidade humana e à legitimidade de se fazerem generalizações nas ciências sociais. A antropologia interpretativa presume a racionalidade como um ponto de partida, como algo impossível de ser descrito fora da ação humana Entretanto, Geertz extrai dessas considerações conclusões extremas. A única coisa que podemos fazer é primeiro tentar procurar conhecer e depois tornar explícitos, através da descrição densa, os prováveis significados das ações. Aqueles que concordam com essa abordagem não acreditam que seja necessário questionar as limitações, as possibilidades e a mensurabilidade da própria racionalidade.

Pág., 145: Pode-se prosseguir e afirmar que a concepção de Geertz é revelada por algumas características que ele extraiu de Heidegger em particular a rejeição da possibilidade de explicação total e a tentativa de construir um a hermenêutica da escuta; ou seja, escutar a linguagem poética, em outras palavras, a linguagem apreendida no esforço de inventar novos significados, Geertz, com o Heidegger, considera esses modelos simbólicos na linguagem (...) da poesia, que representa a mais alta expressão da experiência humana da realidade. Geertz especificamente se refere à linguagem do mito, do ritual e da arte: “Para compor nossas mentes devemos saber como nos sentimos a respeito das coisas, e para saber como nos sentimos a respeito das coisas precisam os das imagens públicas do sentimento que apenas o ritual, o mito e a arte podem proporcionar”. Essa opinião é consistente com a teoria anti-hegeliana de Heidegger, de que o conhecimento do indivíduo não deve dissolver a existência de outros em si mesmo, mas antes que a função adequada do pensamento como um “classificador hermenêutico” é permitir que as outras pessoas permanecessem sendo as outras, o autor acredita assim que “que esse elo heideggeriano é essencial para um entendimento, tanto da força e da sutileza das interpretações, quanto da relativa debilidade das explicações dos mundos na antropologia interpretativa de Geertz”.

Pag., 146: O autor inicia falado sobre as peculiaridades das diferentes culturas: Sem dúvida deve ser aceito que, de um ponto de vista biológico, todos os homens possuem intelectos substancialmente iguais, mas esse intelecto é completamente dependente dos recursos culturais para seu funcionamento. Essa ênfase na cultura permite que se evite qualquer teoria da superioridade do homem civilizado sobre o homem primitivo. Também evita que se considere a ideia de que a cultura surge em alguns pontos ordenados nas fases revolucionárias. A cultura, definida com o a capacidade de pensamento simbólico, é parte da verdadeira natureza do homem. A cultura não é suplementar ao pensamento humano, mas seu ingrediente intrínseco. Não obstante, segundo Geertz, o problema a de se evitar o relativismo cultural “absoluto” assim tornando possível a comparação entre as culturas, não pode ser resolvido e não deve nem mesmo ser mencionado.

Pág., 147: Nesse trecho o autor pontua que: De fato, os seres humanos neces¬sitam de constantes estímulos afetivos e intelectuais, mas, ao mesmo tempo, esses mesmos estímulos requerem um controle cultural contínuo que os organize em um a ordem significativa e inteligível. No primeiro momento, o pensamento é organizado de acordo com as estruturas simbólicas públicas à mão e somente depois disso, ele se torna privado. Mas Geertz não pode ir além dessas considerações, pois um a investigação m ais específica no funcionamento da razão iria inevitavelmente introduzir implicações ameaçadoras de um a hierarquização de culturas.
Geertz defende o papel desempenhado pelo relativismo cultural na destruição do etnocentrismo, (...). “E encara todo o anti-relativismo como uma tendência perigosa para considerar algumas culturas como hierarquicamente superiores a outras”.

Pág., 148: Geertz não se declara relativista, mas antes um anti-relativista, no sentido de que estamos em um estágio, talvez transitório, em que apenas a descrição densa e a elaboração de um repertório de significados são possíveis, (...), Entretanto, afirma o autor não parece que sua redução de todo argumento racionalista a um renascimento potencial de conceitos hierárquicos de cultura seja defensável; e de fato é difícil considerar Gellner, Lévi-Strauss, Needham, Winch, Horton e Sperber, a quem Geertz se refere, todos com os expoentes de um a ordenação hierárquica de culturas. Por que os processos cognitivos. ou os universais cognitivos conduziriam apenas a um a conclusão etnocêntrica?

Pág., 149: Aqui o autor busca estabelecer as diferenças entre a micro-história e a antropologia interpretativa: “Parece-me que um a das principais diferenças de perspectiva entre a micro-história e a antropologia interpretativa é que a última enxerga um significado homogêneo nos sinais e símbolos públicos; enquanto a micro-história busca defini-los e medi-los com referência à multiplicidade das representações sociais que eles produzem”. (...), mais a frente continua: Tanto a quantidade de informação necessária para se organizar e definir a cultura, quanto à quantidade de informação necessária à ação, são historicamente mutáveis e socialmente variáveis. É esse, portanto, o problema que necessita ser enfrentado, um a vez que o arcabouço das estruturas públicas, simbólicas, é uma abstração. Pois, no contexto de condições sociais diferentes, essas estruturas simbólicas produzem um à multiplicidade de representações fragmentadas e diferenciadas; e será essas o objeto do nosso estudo.

Pág., 150: Aqui o autor trabalha com o autor Gertz numa perspectiva de crítica: Parece-me, por isso, não ser suficiente conduzir um a discussão geral do funcionamento simbólico, tendo-se como base uma definição geertziana de cultura com o um a busca infinita de informação. Acredito ser necessário tentar medir e formalizar os mecanismos de racionalidade limitada, uma racionalidade limitada em que a localização de seus limites varia com as várias formas de acesso à informação para permitir um entendimento das diferenças existentes nas culturas dos indivíduos, grupos e sociedades em várias épocas e locais. Mais a frente conclui: A qualidade um tanto alusiva do importante, mas incompleto sistema de Geertz negligencia esse objetivo.
E ainda: Existe prova (...), de que o repertório das descrições densas não tem um objetivo comparativo, mas permanece simplesmente um repertório do qual se extraem casos para esclarecimento, segundo regras não especificadas. Consequentemente, a interpretação tem, com frequência, permanecida em aberto, imponderável e limitada.

Pág., 150 e 151: Para exemplificar o tópico acima o auto cita o Grande massacre dos gatos: Alguns exemplos dessa imponderabilidade aparecem mais nos geertzianos do que no próprio Geertz. Um exemplo clássico parece-me ser o Great Cat Massacre, de autoria de Robert Darnton.
Dessa maneira, um repertório de conceitos é introduzido em um repertório de acontecimentos interpretados, na esperança de que eles operem juntos para que os acontecimentos simples possam se tornar cientificamente eloquentes e, opostamente, que conclusões de longo alcance possam ser extraídas da densidade de fatos simples. Esse método com frequência resulta em um a história cultural sem análise social, ou em um a análise social extremamente estereotipada extraída de um a história cultural intensivamente investigada.

Pág., 152: Aqui o autor fala sobre pesquisa histórica, e afirma que a mesma não tem a ver apenas com a comunicação dos resultados em um livro. “A micro-história dirigiu especificamente o problema da comunicação e tem estado bastante consciente de que a pesquisa histórica não tem a ver apenas com a comunicação dos resultados em um livro”.
Em geral, os problemas de prova e demonstração em história, por meio do relato de momentos concretos, têm uma relação próxima com as técnicas de exposição. Não é simplesmente um problema de retórica, pois o significado do trabalho histórico não pode ser reduzido à retórica, mas especificamente um problema de comunicação com o leitor, que nunca é um a tabula rasa, e por isso sempre coloca um problema de recepção.

Pág., 153: Nesse memento o autor fala das duas principais funções da narrativa: a função particular da narrativa pode ser resumida em duas características:
A primeira é a tentativa de demonstrar, através de um relato de fatos sólidos, o verdadeiro funcionamento de alguns aspectos da sociedade que seriam distorcidos pela generalização e pela formalização quantitativa usadas independentemente.

A segunda característica é aquela de incorporar ao corpo principal da narrativa os procedimentos da pesquisa em si, as limitações documentais, as técnicas de persuasão e as construções interpretativas. E em seguida fala sobre a construção do processo: O processo de pesquisa é explicitamente descrito e as limitações da evidência documental, a formulação de hipóteses e as linhas de pensamento seguidas não estão m ais escondidas dos olhos do não iniciado. O leitor é envolvido em um a espécie de diálogo e participa de todo o processo de construção do argumento histórico.

Pág., 154: A abordagem micro-histórica dedica-se ao problema de como obtemos acesso ao conhecimento do passado, através de vários indícios, sinais e sintomas. Esse é um procedimento que toma o particular com o seu ponto de partida e prossegue, identificando seu significado à luz de seu próprio contexto específico, o autor fala ainda sobre o funcionalismo: A teoria de contexto m ais coerente é a funcionalista, cujo aspecto mais característico talvez seja aquele de se focalizar o contexto para explicar o comportamento social. Para o funcionalismo, não são tanto as próprias causas do comportamento que constituem os objetos de análise, m as antes a normalização de um a forma de comportamento em um sistema coerente que explica aquele comportamento, suas funções e o modo como ele opera.

Pág., 155: Aqui o autor defende novamente a redução na escala: A redução da escala é um a operação experimental (...), porque ele presume que as delineações do contexto e sua coerência são aparentes, e revela aquelas contradições que só aparecem, quando a escala de referência é alterada.

Pág., 156: Outro conceito de contextualização é aquele que entende o contexto cultural com o um processo de se colocar um a ideia dentro dos limites prescritos pelas linguagens disponíveis, Esta teoria encara o contexto com o sendo ditado pela linguagem e pelos idiomas disponíveis e utilizados por um grupo particular de pessoas em um a situação particular para organizar, por exemplo, suas lutas de poder. Essa escola de pensamento tem tido grande influência sobre a teoria social em si e tem iniciado tantas discussões que parece supérfluo voltar a expor seus argumentos. Entretanto, a perspectiva da micro-história é, mais um a vez, diferente, porque uma importância fundamental é dada às atividades, às formas de comportamento e às instituições que proporcionam o arcabouço dentro do qual os idiomas podem ser adequadamente entendidos, e que permitem um a discussão significativa daqueles conceitos e convicções que de outra maneira permaneceriam hermeticamente fechados em si mesmos, sem um a adequada referência à sociedade.

Pág., 157 e 158: A micro-história tem demonstrado a falibilidade e a incoerência dos contextos sociais, com o convencionalmente definidos: observe-se, por exemplo, as críticas feitas por M. G ribaudi33 em relação à delimitação das vizinhanças da classe trabalhadora. Gribaudi demonstra que as solidariedades podem estar baseadas, não tanto na similaridade da posição social, mas antes na similaridade da posição nos sistemas de relacionamentos. Essas observações colocam problemas adicionais, o que é necessário considerar brevemente. Em primeiro lugar, o problema do contraste entre o conhecimento individualizado e o generalizado - debate recorrente entre os historiadores sociais. A micro-história tenta não sacrificar o conhecimento dos elementos individuais a um à generalização mais ampla, e de fato acentua as vidas e os acontecimentos individuais. M as, ao mesmo tempo, tenta não rejeitar todas as formas de abstração, pois fatos insignificantes e casos individuais podem servir para revelar um fenômeno mais geral. O problema é m ais aquele de com o podem os elaborar um paradigma que dependa do conhecimento do particular, embora não rejeitando a descrição formal e o conhecimento científico do próprio particular.

Pág., 159: Como esta tendência a identificar a formalização com a quantificação há muito tempo tem sido predominante, a história ficou paradoxalmente atrás das outras ciências sociais. Parece-me que a micro-história se movimenta mais firmemente em direção aos ramos não quantitativos da matemática, para apresentar representações mais realistas e menos mecanicistas, ampliando assim o campo da indeterminação, sem necessariamente rejeitar as elaborações formalizadas.
A o se decidir trabalhar com um quadro diferente, m ais com plexo e realista, da racionalidade de atores sociais e ao se considerar a natureza fundamentalmente entrelaçada dos fenômenos sociais, torna-se de imediato necessário desenvolver e utilizar novos instrumentos formais de abstração. O campo permanece bem aberto para a exploração dos historiadores.

Pág., 160: Aqui o autor define as características da Micro-história: São as questões e posições comuns que caracterizam a micro-história: a redução da escala, o debate sobre a racionalidade, a pequena indicação com o um paradigma científico, o papel do particular, a atenção à capacidade receptiva e à narrativa, uma definição específica do contexto e a rejeição do relativismo. Mas a frente o autor traz uma definição de Ravel a micro-história: Revel define a micro-história com o a tentativa de estudar o social, não com o um objeto investido de propriedades inerentes, mas com o um conjunto de inter-relacionamentos deslocados existentes entre configurações constantemente em adaptação. E continua: A micro-história tentou construir um a conceituação mais fluida, um a classificação menos prejudicial do que constitui o social e o cultural, e um arcabouço de análise que rejeita simplificações, hipóteses dualistas, polarizações, tipologias rígidas e a busca de características típicas.
Com referência à definição de Revel, o autor salientou mais claramente o impulso anti-relativista da micro-história e as aspirações de formalização que a caracterizam, que em sua opinião.
Pág., 161: Ao fim ele afirma: Não sei se esta apresentação da micro-história é confiável. Gostaria de apresentar, em termos mais ou menos bem caracterizados, um grupo de pessoas que na verdade tem se envolvido em muitos e variados debates na história social italiana nos anos 70 e 80. Talvez eu devesse ter explicado, de modo mais amplo, as várias opiniões diferentes envolvidas e as referências a um debate histórico que se estende muito além do grupo italiano. Devo, por isso, esclarecer as coisas informando o leitor de que meus princípios diretivos são fortemente pessoais; este é muito mais um auto-retrato que um retrato de grupo. Eu não poderia ter feito de outra forma e por isso advirto o leitor ser este o caso.















































Fichamento e Organização: Alan Cardoso Ferreira Santos

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Dia da Conciencia Negra, Mais Necessário do Que Sempre

Em função da "passagem" do dia da Consciência Negra, no ultimo dia 20/11/17, data que se recorda Zumbi, o líder do maior quilombo Brasileiro o do Palmares e que foi escolhida, pelo movimento Negro para servir de reflexão sobre a situação atual e histórica das populações Negras no Brasil, foi possível constatar o numero de posicionamentos contrários a data, comentários presenciais e em Rede Sociais que sugeriam uma reflexão “mais ampla” a tal consciência humana, inclusive, pasmem, pessoas negras. Gente, confesso que essas manifestações mim surpreenderam, é só olhar em volta, observar... Não é possível que diante de uma sociedade cada vez mais segregadora onde os "postos" mais altos da sociedade são claramente ocupados por pessoas brancas que igualmente residem nos melhores bairros e condomínios, usufruem da complacência da justiça e apesar dos avanços ainda são maioria nas universidades, narrativas que claramente indicam retrocesso tenham ressonância. A cada dia vejo que nosso país precisa de historiadores, pessoas que contextualizem e historicizem os problemas sociais e em especial a questão do racismo contra pessoas afrodescendentes, Atitudes como a do “jornalista” Willian Waack, não são isoladas, indicam claramente a confirmação de algo previsto pelo escritor Pernambucano Joaquim Nabuco no Livro “Minha formação”, segundo ele a "escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional". O diplomata Pernambucano estava correto, as chagas da escravidão ainda estão abertas clamando por reparação e reflexão. Até mesmo os Jornais, impregnados de “ideologia” trazem dados estarrecedores sobre a situação de desigualdade do povo negro no Brasil... O Correio da Bahia, neste dia 21 estampa: Negros ganham quase 40% menos do que brancos, dados cedidos pelo IBGE... Fica a questão, diante de fatores concretos, como o informado pelo jornal mencionado onde negros recebem por seus trabalhos quase metade que os brancos onde está a consciência humana?


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Bairro da Paz, Antiga Malvinas Ocupação Resistência e Luta.

Este documento é um Esboço de Proposta de Pesquisa de Conclusão da Disciplina de Introdução ao trabalho Acadêmico Do Curso Noturno de Graduação em História Da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia UFBA.

Abaixo Link do Material em PDF.

https://drive.google.com/file/d/0B6TWeLVvr6jjSEtJb21sVXoxZlE/view?usp=sharing


Alan Cardoso Ferreira Santos
Graduando em Licenciatura em História Pela UFBA.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O Comercio As Trocas e o Sistema do Dom Entre os Fenícios.

Trabalho Apresentado em Aula de História Antiga na UFBA (Noturno) 07/08/2017. Apresentação foi baseada nos estudos dos autores:

Marcel Mauss. 1872-1950, escritor, sociólogo e antropólogo francês. Marcel Mauss era sobrinho de Émile Durkheim, A obra: Ensaio Sobre o Dom foi publicada pela primeira vez em 1925. A Obra é reconhecida como a mais antiga e importante sobre a reciprocidade o intercâmbio e a origem antropológica do contrato.
Maria Cristina Kormikiari.
Doutora em ciências, na área de arqueologia pela faculdade de filosofia, letras e ciências humanas da USP. Pós Doutoranda do Museu de Arqueologia e Etnografia da USP.

Fenícios


Chamados Sidônios no Antigo Testamento e de Fenícios pelos Gregos. Os Fenícios estabeleceram-se na costa mediterrânea por volta de 2500 a.C. Este povo era atípico em muitos aspectos, a começar por sua origem praticamente desconhecida. Segundo Heródoto (484 a.C - 430 a.C.), teriam vindo do Oceano Índico, o que contradiz as hipóteses da maioria dos estudiosos modernos, Os documentos assinados pelos próprios fenícios não elucidam essas dúvidas, pois sempre que falavam de si faziam referência somente ao endereço para o qual haviam mudado. No começo de sua história desenvolveram-se sob a influência das culturas suméria, acádia e da vizinha Babilônia.

Localização Geográfica, Rotas Comerciais



Legado

Foram Muitos os Legados deixados por esse povo entre eles podemos citar:
*Alfabeto Fenício:


Acredita-se que o alfabeto grego seja baseado no alfabeto fenício, bem como os alfabetos aramaico, hebraico e arábico, assim como diversos outros.


*Embarcações Fenícia:


O Birreme é um navio fenício considerada uma das melhores embarcações da Antiguidade. Tinha duas ou três fileiras de remos - daí o nome birreme ou trirreme e até 35 metros. Foi copiado por outros povos, que o usaram para dominar a navegação no Mediterrâneo.



Principais Cidades
Ugarit:
Foi uma antiga e cosmopolita cidade portuária, situada na costa mediterrânea do norte da Síria,



Biblos:
situa-se na costa mediterrânica do atual Líbano, a 42 quilômetros de Beirute. É um foco de atração para arqueólogos devido às fases sucessivas de vestígios arqueológicos resultantes de séculos de ocupação humana.


Tiro:
Localizada na costa do mar Mediterrâneo atual Líbano, era uma das mais importantes cidade Estado do território da Fenícia.


Sidon:
Situa-se na costa do mar Mediterrâneo, a cerca quase quarenta quilômetros ao Norte de Tiro.



Cartago
(Norte da África): Cartago foi uma potência do mundo antigo, disputando com Roma o controle do Mar Mediterrâneo. Dessa disputa originaram-se as três Guerras Púnicas, após as quais Cartago foi destruída.




Os Fenícios Comercializavam uma Infinidade de Produtos, Entre Eles Podemos Destacar:
* Azeite de oliva
* Vinho.

Representação de Ânfora, Utilizada Para Armazenamento e Transporte de Vinho e Azeite Fenício.














* Jóias
* Tecidos Tingidos
* Armas
* Cereais
* Vidros.
* Cedro do Líbano
* Marfins.
* Papiro















Artigo da Maria Cristina Kormikiari


Características

Os Fenícios sempre foram conhecidos pela sua habilidade no comércio. Homero em a (Odisséia, XV,vv.415-482), foi um dos primeiros a nos relatar esse espírito de “comerciante nato” dos Fenícios... Ao reproduzir o diálogo entre Odisseu e Eumeu, o porqueiro...

Talvez já tenhas ouvido falar duma ilha de nome Síria, ao norte de Ogígia, do lado onde o sol se esconde [ .. Há duas cidades ali e todo o território esta dividido em duas partes. Sobre as duas reinava meu pai, Ctésio, filho de Ormeno, semelhante aos imortais. Apareceram ali uns FENICIOS, navegadores famosos, gente cúpida; traziam em seu negro barco uma infinidade de quinquilharias. Tínhamos em casa de meu pai uma mulher fenícia, bela, alta, hábil em finos trabalhos; os fenícios astuciosos a iludiram. Quando ela lavava roupa perto do bojudo barco, um deles deitou-se, primeiro, com ela, nos laços do amor, coisa que engana o juízo das mulheres, mesmo das honestas; depois, perguntou-Ihe quem era e donde vinha. Ela prontamente Ihe apontou a casa de meu pai: Prezo-me, disse, de ser de Sidon, rica de bronze, e sou filha de Áribas, dono de rios de dinheiro; raptaram-me, porém, piratas táfios, quando voltava do campo; eles trouxeram-me para aqui e levaram-me a casa deste homem, que pagou bom dinheiro. Tornou-Ihe, então, homem que a possuía ocultamente: Gostarias de voltar conosco para tua casa, rever teu pai e tua mãe e sua alta mansão? Com efeito, ainda vivem e passam por abastados Volveu-lhe a mulher a seguinte resposta: Bem poderia ser, se vos, marinheiros, quisésseis abonar vossa palavra com juramento de levar-me sã e salva a minha casa. [ ] depois de jurarem e solenizarem o juramento, volveu-Ihes a mulher a seguinte resposta: Silencio, agora; que nenhum de vossa tripulação fale comigo quando me encontrar na rua [...] Guardai na memória que vos digo e apressai o escambo das mercadorias Quando, enfim, o barco estiver repleto de viveres, mandai-me um aviso ao solar; eu trarei o ouro que estiver a mao. De bom grado daria ainda outra paga da passagem. É que sou, na mansão, ama do filho do fidalgo, menino assaz vivo [... ] eu traria a bordo e por ele alcançaríeis um preço altíssimo [...]'



Este autor, através desse trecho de sua obra também atribui aos Fenícios a característica de sagazes e espertalhões, fama que acompanhará esse povo ao longo de toda a historiografia Grega e Romana.

Princípio

Os modos e processos de trocas empregados pelos fenícios remontam o período do bronze no Mediterrâneo Oriental, antes inclusive da concentração de cidades semitas na costa da Anatólia, próximo do ano 1200 a.C, anterior portanto à formação do que pesquisadores atualmente denominam, seguindo o termo grego de: Fenícia.

Uso de Moeda

As cidades Fenícias, assim como Cartago, passa boa parte de sua história sem adotar uma economia monetarizada, mesmo mantendo intenso contato com sociedades que já ás utilizavam. Os Fenícios adotariam a moeda no século V a.C e pelos Púnicos, pois, como vimos anteriormente a partir do século VI a.C a historiografia moderna ocidental impôs esses termos, todavia trata-se ainda da fenícia.

Vocação

Segundo a autora os Fenícios utilizaram-se de uma extensa rede de contatos e de um elaborado sistema de trocas para realizar o que chamou de “vocação máxima desse o povo”: O Comércio.

Já a partir do século XI a.C os fenícios empreenderam, através da obtenção do monopólio de matérias primas, uma sólida política comercial, expansionista e de dominação de mercados estrangeiros

O Sistema de Troca Fenício

Constantes Mudanças

Os fenícios sempre foram conhecidos pelos antigos e até mesmo pela historiografia pela sua intensa atividade comercial, entretanto segundo a autora, O período dessas intensas atividades comerciais foi “relativamente pouco” sendo possível delimitá-lo entre os séculos XI e VII a.C, quatro séculos portanto, período onde ocorreram diversas mudanças na: mão de obra, nos quadros sociais, nos circuitos nos quais eles agiam e nos objetos comercializados.

Período Pré-Colonial

Os séculos de XI a VIII a.C são tratados pela historiografia como período pré-colonial Fenício, Período, segundo o texto de visitas a territórios novos com o intuito de realizar colonização em momento posterior.
O rodapé do texto observa que de acordo com estudos até agora desenvolvidos não há evidencias de que cidades fenícias comercialmente ativas como Tiro, tivessem o objetivo de estabelecer colônias nos locais de contato comercial no ocidente do mediterrâneo.
Invasões e seus Impactos

O profeta Ezequiel (XXVII, 12-24) narra com detalhes as abundantes localidade s que Tiro, cidade fenícia negociava... O Texto bíblico que tem o sugestivo título: CÂNTICO FÚNEBRE SOBRE A QUEDA DE TIRO, narra o circuito comercial dessa cidade que manteve esse tipo de relação com inúmeras regiões do mediterrâneo oriental e da Ásia.

Informações complementares informam também que nos séculos XI a VII a.C, já identificados como pré-coloniais os Fenícios enfrentaram restrições em suas atividades imposta por reinos conquistadores. Esses impactos se diferenciavam nas atividades Fenícias de acordo com o povo conquistador. Os Assírios não exerceram domínio opressivo, as cidades fenícias puderam manter suas atividades comerciais mediante pagamento de impostos os persas, por sua vez, tiraram totalmente a autonomia comercial fenícia no final do século IV a.C., entretanto achados como vasos áticos atestam que produtos estrangeiros continuavam a chegará Fenícia

Natureza das Trocas

Relato de Ounamon:

Escrito em papiro egípcio do século XI a.C relata a história de Ounamon enviado egípcio a corte do Rei Shekerbaal de Biblos. O texto narra as desventuras de Ounamon encarregado de comprar madeira Fenícia para construção do barco sagrado do deus Ammom e que passa dificuldades até ser aceito como interlocutor. Shekerbaal em princípio se recusa a tratar com Ounamon e o faz apenas quando o Egito lhe envia uma série de presentes, ou seja quando sua posição é reconhecida e ele vê-se na obrigação de retribuir. (Relato de Ounamon é uma obra literária).
Transação entre Hiran Rei de Tiro e Salomão Rei de Israel.
Ao enviar dois servos para prestar homenagem a Salomão que acabara de ascender ao trono no lugar do Rei David. Salomão mandou dizer a Hiram: Você sabe que meu pai não conseguiu erguer um templo em nome do Senhor por causa das guerras lançadas a ele por seus inimigos... ... Mas agora o Senhor mim trouxe paz em todas as partes... ... Tenho portanto o desejo de construir um templo em nome do Senhor, meu Deus... ... Mandem então que cortem para mim cedros do Líbano: Meus servos se unirão aos seus. A esses darei a recompensa que você exigir pois você bem sabe que entre meu povo não há ninguém capaz de cortar madeira como os sidônios. III Reis (V, 1-11)

Pesquisa e Organização Alan Cardoso
Graduando em História Pela UFBA (Universidade Federal da Bahia

segunda-feira, 17 de julho de 2017

... Dias Estranhos...

... Dias estranhos... Nosso país mostra atualmente uma face assustadora e ao mesmo tempo reveladora. Desde a Promulgação da Constituição de 1988 essa fase atual tem sido talvez a que mais tivemos a oportunidade de conhecer e usar esse importante e norteador documento. É possível, portanto refletir que apesar de todas as comemorações no momento de sua promulgação e posteriormente elogios a cerca de sua modernidade hoje temos a sensação de que as instituições não convergem para uma igualdade no tratamento aos cidadãos, elas ao contrário, atuam de acordo com siglas partidárias... Protegendo pessoas com largo conjunto de prova que os incriminam e condenando outros utilizando o já famoso argumento da convicção... ... Aprendi ainda jovem sobre a independência dos poderes, não obstante verificamos conversas, conchavos entre membros do auto judiciário nacional (STF) e dos poderes executivo e legislativo... Alia-se a isso a desproporcional força de uma mídia com forte poder de alienação, que indiferente a sua condição de concessão pública encontra-se incumbida única e exclusivamente na defesa de seus interesses comerciais... Enquanto isso o povo assiste a tudo sem poder de reação, observa as conquistas sociais adquiridas após tantas lutas, escapar de maneira passiva... Observam direitos trabalhistas e educacionais acabarem através de reformas tenebrosas e desastrosas... É preciso ter força... A luta precisa continuar, todavia é preciso admitir... ... Dias Estranhos...

Texto: Alan Cardoso
Foto: Alan Cardoso

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Fichamento do Capítulo O CALENDÁRIO do Livro História e Memória do Escritor Francês Jacques Le Goff

Este Documento é o Resultado da Atividade Proposta pelo Disciplina de Introdução ao Estudo de História do Curso Noturno da UFBA desta Ciência. E Discorre sobre o Capítulo O Calendário do Livro História e Memória do Escritor Francês Jacques Le Goff


O autor Jacques Le Goff apresenta em seu estudo uma composição detalhada sobre os diversos processos e técnicas utilizadas desde os primórdios da humanidade na tentativa de codificação do tempo cósmico.
Diferentes sociedades a fim de obterem esse “controle” do tempo construíram modelos diferentes, todavia, semelhantes de calendários. A própria designação do termo “calendário” deriva do latim calendarium que quer dizer livro de contas (Pág. 486) e mostra uma das principais funções desse mecanismo de controle de tempo a de ser exercercido por reis, padres, revolucionários detentores carismáticos (Pág. 478), para o controle do homem e de suas atividades econômicas, religiosas e sociais. O Tempo do calendário é totalmente social, entretanto foi submetido aos ritmos do universo (Pág. 478). O texto demonstra que o modelo atual (Ocidental) de calendário o Gregoriano, em vigor em muitas sociedades foi fruto de diversas experimentações e reformas e que o mesmo, ainda assim, não atingiu estatus de precisão e unanimidade, visto que possui um excesso de três milésimos de dia, assim em 10 mil anos o calendário Gregoriano terá três dias a mais. As tentativas de adequar o tempo as demandas humanas através de reformas, conclui o autor, prova que uma reforma do calendário é possível e pode trazer inegáveis progressos, todavia para que esta seja bem sucedida deve, antes de tudo respeitar a história porque o calendário é a história.

. O documento sobre o Calendário é dividido em 12 partes (Pág. 477), são elas:
* Calendário e Controle do Tempo; *O céu e a terra: A lua, o Sol os Homens; *O Ano; *As Estações; *O Mês; *A Semana; *O Dia e a Noite; *Os Trabalhos e as Festas; *Para Além do ano: Era, Ciclo, Século; *História e Calendário; *A Cultura dos Calendários e dos Almanaques e Os *Calendários utópicos.

Segundo o autor, em referência ao Calendário e Controle do Tempo (Pág. 478), A “conquista do tempo” através da medida... É um importante aspecto no controle do universo pelo homem. É também objeto de análise a forma considerada “essencial” com que os detentores de influência intervia na medida do tempo de uma sociedade como um elemento essencial do seu poder. O texto afirma ainda que o calendário é um dos grandes emblemas e instrumentos do poder, tendo: reis, padres, revolucionários... “Detentores Carismáticos”, como os senhores do calendário o texto cita ainda exemplos onde através das cosmogonias a criação do calendário é atribuída aos “deuses” (E que haja luzes no firmamento do céu para distinguir o dia e a noite e que sejam como sinais para as estações para os dias e para os anos) [...] (Gênese, 1,14).

Legoff ao discorrer sobre o O céu e a terra: A lua, o Sol os Homens (Pág. 487), diz que o Calendário depende do tempo cósmico, regulador da duração que se impõe a todas as sociedades humanas; mas, essas o captam, medem-no e transformam-no em calendário segundo suas estruturas sociais e políticas. O autor informa que a primeira divisão do tempo natural que se apresenta aos homens é o dia [...] e faz uma diferenciação dos calendários Lunar e Solar ponderando que o mês lunar varia de cerca de vinte e nove dias e seis horas a cerca de vinte e nove dias e vinte horas, trazendo irregularidades que impõe delicados problemas de cálculos assim como uma necessidade de observação freqüente. Essas anormalidades tiveram impactos, sobre tudo no contexto religioso sendo necessária a realização de ajustes, em contrapartida os calendários solares não apresentam tantas dificuldades como os lunares visto que a duração de um ano solar se adapta melhor aos ritmos da vida das sociedades. O concílio de Nicéia em 325 d.C deu início a um processo que viria culminar com a instituição do calendário gregoriano... Todavia o calendário Gregoriano em vigor até hoje em muitas sociedades possui um excesso de três milésimos de dia, assim em 10 mil anos o calendário Gregoriano terá três dias a mais.

Ao falar do Ano (Pág. 497), o autor problematiza algumas questões relacionadas a essa medida de tempo partindo da primícia que se segundo o calendário o ano é, sobretudo uma sucessão das estações e logo dos trabalhos e das festas, comporta também os quatro aspectos abaixo citados: O início do ano (Ano Novo); O ritmo anual enquanto ritmo orçamental das sociedades modernas; O problema do ano no cômputo da vida humana e o problema do ano enquanto data como ponto de referência de fatos históricos. O ano é ainda segundo o autor a unidade fundamental do calendário em 153 o 1º de janeiro foi fixado como início do ano data da entrada dos cônsules em função a já era escolhida em algumas ocasiões como ponto de partida para a contabilidade anual dos comerciantes, o ano tornou-se, portanto a medida da existência humana.

Sobre as estações (Pág. 501), o autor as apresenta inicialmente como quadro dos trabalhos e das festas do calendário e como um bom observatório para o estudo dos aspectos tradicionais do calendário. O texto informa que na Grécia antiga só existia duas estações a quente e a fria e que isso mudou posteriormente para quatro estações, segundo ele o sistema com quatro estações era religioso e simbólico além de agrícola impondo-se tanto na arte quanto no calendário antigo. O domínio cultural dos povos que vivem nos climas temperados difundiu um sistema de quatro estações (Quadripartido) o autor cita a primavera e o outono como exemplo, segundo ele essas duas estações emanaram uma aura que impõe a sensibilidade e a arte de tal modo que expulsa-lo do calendário seria impossível

O interesse pelo mês (Pág. 504), como medida de tempo parece residir em sua ligação com a lunação ligação registradas em diversos calendários. O mês já possuiu em sociedades diversas números de dias diferentes sempre intrinsecamente ligado a vida social, religiosa e, sobretudo reguladora do trabalho na agricultura e pesca, para os romanos o calendário Juliano atribuía um significado de fasto e Nefasto, á um mês fasto de trinta e um dias, a partir de janeiro, sucedia um mês nefasto de trinta dias, o mais nefasto, porém era fevereiro que tinha só vinte e oito dias numero par, no século XVIII a igreja fez do mês de maio o mês de Maria e da virgindade mês que não era conveniente casar-se.

Segundo Le Goff a semana, (Pág. 506), que parece ser uma invenção dos hebreus é a grande invenção humana no calendário a semana é testemunhada no Antigo Testamento pelos sete dias da criação no Gênese, dos hebreus passou para os gregos e para a Alexandria, mas, só se difundiu pelo ocidente depois do século III a.C. Segundo o texto a grande virtude da semana é introduzir no calendário uma interrupção regular do trabalho e da vida cotidiana, um período fixo de repouso e tempo livre.

Sobre o Dia e a Noite, (Pág. 507), Le Goff afirmou que seu interesse perpassava pela observação desses como célula mínima de tempo e, portanto ainda segundo ele como elemento facilmente manipulável, por essa razão foi mais sobre ele do que qualquer outra medida de tempo que se exerceu a manipulação religiosa do Fasto e Nefasto. Apesar de tão natural para muitas sociedades contemporâneas o dia com 24 horas que começa ás zero hora não se difundiu ainda por toda a parte, para muitos povos o dia vai de um pôr-do-sol ao pôr-do-sol seguinte.

Ao falar dos trabalhos e das festas, (Pág. 510), o autor expõe a idéia de que a função essencial do calendário é a de ritimar o movimento do trabalho e a do tempo livre.

Para além do Ano, Era, Ciclo, século... (Pág. 513), Além do sistema essencial dia/semana/mês/ano, comum a toda humanidade os sábios e os governante sentiram a necessidade de ir mais longe de dominar mais amplamente o tempo do calendário. O calendário necessita apenas de uma data de ano novo, mas, a história e todos os atos e documentos que exigem uma data puseram o problema do período do início do tempo oficial, um ponto fixo a partir do qual se inicia a numeração dos anos... O ponto fixo é a ERA... ... As eras em geral são acontecimentos que considerados fundadores, criadores com um valor mais ou menos mágico foi proposto, portanto o nascimento de cristo foi proposto por Diocleciano o mesmo situava essa data no ano 753... Hoje a era cristã é a mais aceita no mundo...
História e Calendário, (Pág. 515), Sentiu-se a cada passo que o calendário é o resultado de um diálogo complexo entre a natureza e a história. A história dos almanaques e calendários é, sobretudo uma história de reis e grandes personagens e de heróis antes de qualquer outra coisa.

A cultura dos calendários e dos almanaques, (Pág. 517), Os calendários também foram analisados pelo autor sobre a ótica de objeto, segundo ele os calendários e almanaques eram objetos eminentemente culturais, pois foram representados das mais diversas formas, com o passar do tempo na idade média, por exemplo, eles aparecem nas miniaturas e nas esculturas concebidos para a coletividade eles, segundo o autor eram locais de encontro entre privilegiado entre as culturas eruditas e populares
Os calendários utópicos (Pág. 519), ... Sabe-se que a multiplicidade dos calendários suscita um crescente embaraço para as nações que estão empenhadas em uma organização internacional e em função disso os homens não se contentaram em controlar o tempo por meio de calendários utilitários transformaram-no também em depositário de suas esperanças levados às vezes ao nível de utopia surgiram assim diversas propostas que tinha m à pretensão de atender tanto a vida social e cotidiana como os eventos religiosos, todavia para uma reforma do calendário para ser bem sucedida deve antes de qualquer coisa respeitar a história porque o calendário é história




Sobre o Autor: Nascido em 1º de Janeiro de 1924 O Historiador francês especialista em Idade Média, Jacques Le Goff foi um membro da terceira geração da Escola dos Annales, movimento que defendia, entre outras coisas a incorporação de métodos das Ciências Sociais à História.



Resumo, montagem e formatação: Alan Cardoso.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017


... Gosto de DESAFIOS... “Eles” nos fazem sair da “famigerada” Zona de Conforto, que, em princípio, passa a impressão de dificuldade, na realidade, nos abrem as portas para novas e surpreendentes possibilidades... O NOVO sempre nos surpreende e, Não obstante aos que cultivam um comportamento mais acomodado, continuo afeito ao inesperado... Existe por um acaso algo melhor do que ser surpreendido? O marasmo é desgastante... Entediante e não condiz com quem tem bons planos para a vida... Aliás, a própria vida em si não auxilia a repetição, ela, A VIDA, a todo instante se renova... Se transforma, se refaz... Agradeço a Clínica de Exames Radiológicos e Ambulatoriais do Subúrbio Ferroviário pelo acolhimento e pelos aprendizados que mim proporcionou...









segunda-feira, 15 de junho de 2015




... O que desejo trazer aqui é o meu profundo desejo de GRATIDÃO... Termo insuficiente, contudo, inegavelmente necessário...
... Dizem que nenhuma história é boa o suficiente se não for bem contada... Eu, por outro lado, já vivi experiências que por mais que mim esmerasse na descrição, ao final, averigüei que não tinha sido suficiente... Talvez eu não tenha habilidade o suficiente com as palavras ou quem sabe ela, a palavra, tanto escrita quanto falada seja limitada ao ponto de não ser fidedigna o suficiente para descrever determinados episódios da vida... ... ... É, justamente, nesse dilema que encontro-me atualmente... Trata-se da imagem e texto acima... A reprodução de uma coluna do Jornal Folha de Notícias da Santa de Misericórdia da Bahia... ... ... As pessoas próximas sabem que não costumo legislar em causa própria, muito menos possuo o hábito de auto incensar-me... O que desejo trazer aqui é o meu profundo desejo de GRATIDÃO... Gratidão por essa instituição que sempre acolheu-me de maneira maternal... ... Ponderei em outra oportunidade que o uniforme da Santa. Casa é daqueles que “envergam varal”, referindo- me a responsabilidade de exercer qualquer função dentro dessa instituição que, como foi dito no trecho da reportagem, está atingindo meio milênio de existência... ... ... ... ... Quando referir-me a limitação das palavras aludia-me a insuficiência dos termos “obrigado, agradecido etc..." ... Apesar de o mesmo ser inegavelmente necessário... Sei Sra. Cláudia Moraes que a indicação desse colaborador, que hora escreve, para a edição presente deste periódico foi muito mais por sua generosidade do que por méritos próprios... Espero e continuarei á trabalhar para quiçá um dia ser integralmente merecedor de tanta confiança e carinho.

Alan Cardoso

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015





Dois anos de casa
... Há exatos dois anos, vesti pela primeira vez o uniforme da Santa Casa de Misericórdia da Bahia em seguida, após reflexão, compreendi o significado da frase: Camisa de Envergar Varal...
No dia 20 de Dezembro de 2012, fazia uso dessa mesma Rede Social para, naquele instante anunciar o meu desligamento da Fundação Dom Avelar Brandão Vilela... Foram 11 anos atuando como agende sócio cultural naquela instituição... Tempo em que tive a oportunidade de aprender boa parte do que possuo hoje de conhecimento... Entretanto, a vida segue e seguiu... E exatamente no dia 04/02/2013 era acolhido na Santa Casa... ... ...
Logo na entrevista, mim policiando para ser objetivo e claro em minhas respostas, como havia sido aconselhado, respondi a uma pergunta inesperada: Diante da exposta vivência na área social, qual a sua expectativa quanto a atuar na área de saúde? ... ... ... ... ... O Breve Silêncio era a melhor resposta... Não sabia o que esperar... Tudo era novo... ... ... Descobri em seguida que o novo é semelhante a uma página em branco ávida por abandonar a mudez... Por manifestar-se... ... Revelar sua face... E assim se fez... Jamais gostei de abrir competições entre fases da minha vida a fim de descobrir tempos bons e ruins... A melhor época é sempre é a atual... Pois é nela que temos o poder de agir... Mudar... Transformar... ... Enfim é no tempo presente que existe o mistério das possibilidades... Obrigado Santa Casa!... Não direi que venham os próximos dois anos... Porque os tempos passam e as coisas mudam... Desejo apenas que essa relação seja do tamanho de sua reciprocidade... ... ... ... ... Jamais dormi antes de sonhar... Sempre desejei ser calmaria justamente por acreditar que já existe tempestade por demais... Que doravante essas duas palavras sejam tônicas... Pois sonhos e calmaria são terrenos férteis para grandes projetos.
No dia 20/12/2012, quando despedia-me da Fundação Dom Avelar disse: “Hoje encontro-me já em outra empreitada tão árdua quanto, porém, espero que seja tão saborosa e gratificante quanto foi essa em que fiz”... ... Está sendo...

Alan Cardoso

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

As Obras Assistenciais Comunitária da Vila de Acupe Realiza Grande Exposição de Artes Confeccionadas Por Alunos da Instituição

Foto: Alan Cardoso


As Obras Assistenciais Comunitária da Vila de Acupe desenvolve atividades socioeducativas na comunidade de Acupe há 27 anos e há dois anos essa entidade vem desenvolvendo em parceria com a Petrobrás com a supervisão do Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescente o Projeto Arte e Educação Passaporte Cultural para Formar um Cidadão.


Foto: Alan Cardoso


Como atividade Integrante desse projeto, que é coordenado pela pedagoga Ednalva Purificação, Está sendo realizada desde o dia 09 de Outubro e vai até o dia 30 do mesmo mês a: EXPOSIÇÃO ARTEDUCA.


Foto: Alan Cardoso


Trata-se de uma exposição artística com: PINTURA DE QUADROS, CONFECÇÕES DE ROBÔS, MANDALAS, MÁSCARAS VENEZEANAS ENTRE OUTROS. Desenvolvidos pelos próprios alunos da oficina de Artes manuais que tem como responsável técnico o professor e conhecido artista da Comunidade, Zeck.


Foto: Alan Cardoso


A Exposição de Artes, ARTEDUCA, que está sendo realizada no Centro Cultural Dom Hélder Câmara, tem recebido a visita de centenas de estudantes e pessoas da comunidade que vão até o espaço apreciar o trabalho desses talentosos artistas mirins da comunidade de Acupe.


Foto: Alan Cardoso


Data: 09 a 30 de Outubro
Local: Centro Cultural Dom Hélder Câmara (Ao lado da Creche Anna Sironi)
Horário: 08:30 às 11:00 e das 14:00 às 16:00
Obs: Para a entrada é preciso levar apenas 03 GARRAFAS PET


Foto: Alan Cardoso


Foto: Alan Cardoso


domingo, 30 de setembro de 2012

Domingos Fiaz Lança Seu Segundo Livro Em Cerimônia Realizada Em Acupe

Prof. Domingos Fiais. Foto: Alan Cardoso



No dia 29 de Setembro de 2012 foi realizada no Centro Cultural Dom Hélder Câmara em Acupe, diante de uma plateia composta por escritores, professores e intelectuais da comunidade e região a Cerimônia de Lançamento do livro. Acupe em Citações. Segundo livro do escritor Domingos da Hora Fiais.


Capa da Frente do Livro Acupe Em Citações


O Livro Acupe em Citações, segunda obra de Domingos da Hora Fiais é fruto de uma minuciosa pesquisa sobre o Distrito de Acupe, pesquisa essa realizada durante anos pelo autor, nesse volume encontram-se importantes informações históricas sobre os primeiros povos que povoaram a comunidade de Acupe, sua localização geográfica, importância e legado dos engenhos de: Acupe, Murundu, Bângala e São Gonçalo do Poço o livro Acupe em Citações lança também um olhar sobre os arquipélagos dessa região os fenômenos e desastres ambientais ocorridos no Distrito o livro também exalta a diversidade cultural o trabalhos das missionárias italianas e a memória local.


Professora Alzerina Ramos



A cerimônia de lançamento do Livro Acupe em Citações foi aberta pela Educadora, fundadora e coordenadora da Escola Infantil Paroquial de Acupe, Alzerina Ramos, em sua fala a professora Zezé falou sobre a evolução dos espaços educacionais da localidade da luta das pessoas da comunidade para usufruir do direito á educação a professora Alzerina ao final da Cerimônia entregou uma placa á Domingos Fiais com os dizeres o parabenizando pelo trabalho de registros das tradições locais.


Ednalva Da Purificação, Representante das Obras de Acupe



Judite Barros, Escritora do Livro: Saubara dos Cantos, Contos e Encantos.




Além da professora Zezé foram também convidados a falar durante o lançamento as seguintes pessoas: Adriano Pinto do Arquivo público municipal, Professora Maria dos Prazeres Barreto (Zezê), Professora Maria José Lopes (Rosa), Danilo Evangelista, escritor, Ednalva da Purificação das Obras Assistenciais Comunitária da Vila de Acupe, Pe. Edson Medeiros, pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Soledade, Josecks (Zek), artista plástico, Antônio Canuto e Judite Barros, escritora, autora do livro: Saubara dos Cantos Contos e Encantos.


Foto: Alan Cardoso



Em sua fala, o autor emocionado falou sobre esse seu segundo livro que o mesmo chama de CERTIDÃO DE NASCIMENTO DE ACUPE, das dificuldades encontradas para que o mesmo fosse lançado e da importância de aos poucos ir registrando as histórias, comportamentos, modo de vida e conhecimentos da comunidade, antes presentes apenas na oralidade das pessoas.


Danilo Evangelista, Membro da Academia de Letras do Recôncavo e Alan Cardoso



Capa do Fundo do Livro Acupe Em Citações

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Cineclube de Acupe Exibiu sua 43° Sessão do Anos de 2012 a 10° Itinerante E Reuniu Público de 100 Pessoas Na Comunidade do Alto do Cruzeiro

Foto: Jamile Silva



Na Sexta feira dia 21 de setembro o 2012 o Cineclube de Acupe, que é gerido pelas Obras Assistenciais Comunitária da Vila de Acupe, realizou a sua 43° Exibição no ano de 2012, O Cineclube de forma itinerante exibiu na comunidade do Alto do Cruzeiro em Acupe em frente à capela Santa Cruz da Igreja católica local á sua 11° Sessão Itinerante do ano corrente.


Foto: Alan Cardoso



A Comunidade local abraçou a exibição que foi anunciada pela Rádio Comunitária Esperança de Acupe e cerca de Cem (100) pessoas reuniram-se no local para acompanhar a sessão que colocou em cartaz o filme: Besouro.


Foto: Jamile Silva




O Longa metragem conta a história do capoeirista Santo Amarense Besouro que viveu no recôncavo da Bahia na década de 20. Na época, mesmo após a abolição da escravatura no interior os negros continuavam sendo tratados como escravos. Entre eles está Manoel (Aílton Carmo), que quando criança foi apresentado à capoeira pelo Mestre Alípio (Macalé). O tutor tentou ensiná-lo não apenas os golpes da capoeira, mas também as virtudes da concentração e da justiça. A escolha pelo nome Besouro foi devido à identificação que Manuel teve com o inseto, que segundo sua característica não deveria voar. Ao crescer Besouro recebe a função de defender seu povo, combatendo a opressão e o preconceito existentes.


Foto: Alan Cardoso




A sessão itinerante atraiu a atenção de toda comunidade que acompanhou atentamente cada segundo da sessão. Após a exibição, em espaço aberto para “debate” alguns presentes falaram sobre o filme, alguns salientaram a luta dos negros pela “liberdade” mesmo após a assinatura da lei Áurea.


Foto: Jamile Silva





















Foto: Jamile Silva



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Associação Dos Remanescentes de Quilombo de Acupe e Associação dos Pescadores e Marisqueira Frutos do Mar Realizaram no dia 13.09.2012 o I Seminário sobre Doenças Ocupacionais e Direitos Previdenciários das Marisqueiras.

Foto: Carlos de Assis
No dia 13 de Setembro aconteceu em Acupe promovido pela Associação Dos Remanescentes de Quilombo de Acupe e Associação dos Pescadores e Marisqueira Frutos do Mar o I Seminário sobre Doenças Ocupacionais e Direitos Previdenciários das Marisqueiras.Foto: Alan Cardoso
O seminário contou com a presença de Gilmar Santos da Comissão Pastoral dos Pescadores que em entrevista a Rádio Esperança Afirmou que esse seminário e um desdobramento do Projeto da SESI que no dia 27 de março de 2012 premiou a comunidade de Acupe com três carroças o projeto além da aquisição desses meios de transporte contemplava também a realização desse seminário sobre Doenças Ocupacionais e Direitos Previdenciários. Gilmar comentou ainda que por essas discursões serem recentes ainda não há uma política publica em nível municipal que cubra essa demanda.Foto: Alan Cardoso
O Sr. Carlos de Assis da À Associação Dos Remanescentes de Quilombo de Acupe falou também a Rádio esperança e confirmou o grave problema de doenças ocupacionais das marisqueiras e pescadores da comunidade, segundo ele geralmente os sintomas são nas mãos nas pernas e nos ombros ainda segundo ele isso se dá em função do trabalho se mariscagem pesca e agricultura ser um trabalho considerado pesado.Foto: Alan Cardoso
A Sra. Maria Isabel dos Santos marisqueira da comunidade afirmou que entre os problemas comuns da atividade das marisqueiras está o problema que atinge o útero em função de algumas marisqueiras precisarem ficar na lama para retirar o marisco. D. Isabel afirmou ser ela mesma vítima desse problema por trabalhar retirando ostra e sururu mariscos só existentes na lama do manguezal.Foto: Alan Cardoso
O seminário contou ainda com a participação de Representantes do INSS, Secretaria Municipal de Saúde, Movimento dos Pescadores e Pescadoras e outras entidades.Foto: Alan Cardoso

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Celebração De Corpus Christi Leva Dezenas de Fiéis Ás Ruas De Acupe.

Foto: Alan Cardoso



No dia 07 de junho de 2012 a Paróquia de Nossa Senhora da Soledade celebrou a tradicional solenidade de Corpus Christi.


Foto: Alan Cardoso



Corpus Christi é uma tradicional festa cristã católica realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. A solenidade de Corpus Christi tem como objetivo celebrar o mistério da Eucaristia, representado pelo sacramento do corpo e do sangue de Cristo


Foto: Alan Cardoso





















A celebração de Corpus Christi em Acupe teve início ás 08h00min da manhã dessa quinta dia 07 de Junho e a celebração foi presidida pelo pároco da paróquia de Nossa Senhora da Soledade Edson Medeiros.


Foto: Alan Cardoso



Após a celebração na matriz da paróquia o “Corpo e Sangue de cristo” sacramentado saíram em procissão pelas ruas da comunidade para testemunho publico a adoração.
Essa celebração apesar de tradicional nem sempre foi realizada em Acupe em função dessa localidade só recentemente ter sido elevada a condição de paróquia, quando era comunidade da Paróquia de São Domingos de Gusmão a comunidade de Acupe era convidada a participar da celebração e procissão na cidade de Saubara.


Foto: Alan Cardoso




A procissão que contou com a participação do tradicional grupo Apostolado da Oração entre outros fiéis da comunidade percorreu as principais ruas da comunidade chamando a atenção dos transeuntes e doas pessoas que se encontravam em suas residências


Foto: Alan Cardoso

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Obras Assistenciais Comunitária da Vila de Acupe Realiza Encontro: Família, Escola, Comunidade Diante do Conflito das Drogas


Foto: Alan Cardoso

No dia 25 de maio as Obras Assistenciais de Acupe Realizou um encontro envolvendo as Mães Paes e responsáveis pelos adolescentes e jovens que fazem parte do projeto arte e educação passaporte cultura para formar um cidadão que é realizado pelas Obras em Parceria Com a Petrobrás e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).
O encontro intitulado Família, Escola, Comunidade Diante do Conflito das Drogas, teve o objetivo de tratar do tema das drogas e suas consequências na comunidade de Acupe.



Foto: Alan Cardoso


Em entrevista a Rádio Comunitária Esperança a palestrante Karla Castro assistente social do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) ressaltou a importância da criação de momentos de debates como o realizado na ocasião em outros espaços como igrejas Centros comunitários escolas entre outros a fim de difundir a conscientização da prevenção ao uso de drogas que segundo ela não mais respeita classe social gênero e raça.



Foto: Alan Cardoso

A técnica ressaltou ainda que é conversando com os filhos que os pais podem estar mais presentes na vida dos filhos e consequentemente poder prevenir um possível envolvimento desses jovens no Mundo das drogas.


Texto: Alan Cardoso
Colaboração: Rádio Comunitária Esperança de Acupe.